Quando tudo ao seu redor não passa de escuridão, as pessoas são vultos e as palavras vão com o vento para bem longe. Os sonhos sussurram aos meus ouvidos que nunca passarão de sonhos e os pesadelos só aumentarão cada dia mais. Tudo passa rápido e eu não consigo ver o que acontece direito, não passam de borrões em minha lembrança, luzes em minha memória que está submersa em pura escuridão. O certo não parece certo e o errado menos ainda, e me dizer o que decidi é como dizer que poderei voltar e concertar tudo o que já fiz, impossível. E nesse poço que não há mais volta, eu tento me segurar nas paredes para não descer cada vez mais até perceber que aquilo nunca terá fim, pois aonde eu estou é suficiente para perceber que me afundei demais.

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