Se pudesse definir minha vida, diria que ela é como uma novela, onde sou a antagonista, a “bruxa” perversa que apronta todas pela destruição de alguém. Aquela que se apaixona pelo mocinho bonito, mas desencanta e no fim fica com o cara mau que gostava da donzela, mas por ela foi ferido. Lá, no último capítulo, quando a megera fica com o vagabundo e todos dizem perceber como os dois ficam bem juntos.
O problema? É que minha vida continuou, não acabou nos créditos. Tive que continuar seguindo meu caminho, porque mesmo com o final feliz, eu continuo má e meu fiel companheiro se foi para de encontro à luz. Por mais que eu lutasse, por mais que chorasse e me debate-se, a mocinha sempre começa e termina com tudo e todos pra ela: amigos, dinheiro, amor, sorte, emprego, felicidade, família, pessoas de confiança.
Enquanto isso, a personagem cruel, que sofreu o roteiro inteiro, termina seu lixo de vida exatamente como começou: só.

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