Queime-me, sinta meu sangue arder por suas veias, enterre-me e me faça sua escrava. Mate-me, mas que seja uma morte lenta e dolorosa, sinta meu ódio por você transparecer pelos meus olhos. Sinta a amargura do meu coração na sua boca e sinta o cheio da minha carne desvalorizada penetrando seus pulmões. Odeie-me, diga a todos e ainda volte atrás, Olhe para mim com ar de superioridade e fale mal por trás das minhas costas. Diga que dou nojo a você, que não me suporta e que não me aguentaria um dia. Cuspa meu nome soletradamente e reze para o fim chegar. Pegue em suas crenças e abrace-as, vai precisar. Sinta o vazio te predominar durante a noite e lembre-se do meu sorriso, o que você arrancou. Olhe para o céu e veja uma lágrima minha cair em seu rosto. Sinta raiva de si mesmo por ter me matado e mate-se também. Sinta-se culpado e desesperado, sinta-se como eu me senti quando me arrependi por dar-te tudo. Olhe para dentro de você, e me veja, nos veja unidos. Veja-me pegar seu coração e arrancar-lhe com as próprias mãos, veja você sangrar, veja seu coração parar de bater e ser jogado no chão. Ajoelhe-se e sinta-se como me senti.

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