para o céu, tinha uma estranha aparência, estava negro. Aves pairavam, dançavam, era um ritmo anormal. Ouvi música,as asas. Não sabia o que pensar, era a marcha funeral. Tudo se fechou e a escuridão me encobriu... Em um universo sem luz e cor, todos repetiam os mesmo passos e iam para a mesma direção. Eram escravos da própria solidão. Amarrados, acorrentados, curvados para o supremo, a ambição. Eu estava lá, de joelhos e cabeça baixa, fazendo o que nunca tinha feito, aceitar a simples ocasião. Levantei-me de toda aquela ordem e obediência, senti meu medo desaparecer, meu suor na nuca e a fúria de uma fênix dentro do meu peito quando meu grito de arrependimento chegou aos quatro cantos. Meu grito de salvação me fez subir, levantar, flutuar por aquele povo, sentir a libertação dentro de mim... O grito me fez ressurgir das trevas e da escuridão. Me fez reviver, me trouxe calor no peito, me deu uma chance, um novo olhar, me estendeu a mão.

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