Suas mãos tremiam, o coração apertava a cada passo. Todos os rostos conhecidos estavam tão longe dela, era impossível respirar. A cada passo, um pedaço dela caía pelo caminho, sem destino final. Com os olhos lacrimejados e os lábios sangrando, ela subia o caminho para a prisão, era como um inocente rendendo-se para acabar com tudo, uma vítima indo de encontro com a forca. Ela só queria acabar com aquela dor dentro do peito, com aquela sensação de solidão. A cada pensamento uma lágrima rolava por sua face, a cada lágrima um soluço. O que ela faria agora? Agora que havia sido deixada só, sem ninguém para conversar, sem um ombro a lhe apoiar, um abraço a lhe aconchegar. Ouvia apenas a própria respiração e os próprio batimentos, cada vez mais acelerados. Como uma música, os sons se sincronizavam. Ela conhecia a música. A marcha fúnebre.
Juliana ;
Com 16 anos, pensa demais, deduz demais, imagina demais. Toda a vida dedicada a exposição, falando sobre tudo e sobre como se sente, disposta a acreditar em um mundo melhor. Virginiana com fé, perfeccionista, mas relaxa em algumas horas; age com o pensamento, mas algumas vezes o coração fala mais alto e a transforma;
-Se não formos capazes de compreender nossos próprios sentimentos, quem poderá deduzi-los?
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1 comentários:
JUUUU...oi...tipo...saudades...
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